Nova Como diagnosticar a infertilidade do aparelho reprodutor masculino?

No Brasil, a infertilidade é a segunda doença mais frequente na população adulta e acomete, aproximadamente, seis milhões de indivíduos do sexo masculino, todos os anos. 

Entre os casais que enfrentam esse problema, a infertilidade do aparelho reprodutor masculino atinge entre 20 a até 30%; quando em conjunto com a infertilidade do aparelho reprodutor feminino, esse índice sobe para 50% dos casos.

Um dado interessante a ser destacado é que essa prevalência ocorre universalmente, independentemente do país ou região analisados. 

Há uma dúvida comum nesse assunto que trata da investigação do problema. O exame de maior importância é o Espermograma. Cabe ressaltar, contudo, que esse procedimento não é, também, um teste de fertilidade: ele deve ser associado a outros testes que avaliam a função espermática. 

Em um cenário ideal, o aparelho reprodutor masculino tem a capacidade de produzir espermatozóides todos os dias, em grandes quantidades. O espermatozoide inicia sua jornada nos testículos, passando ainda por vários ductos até ser ejaculado, período esse que demora entre 75 até 90 dias para ocorrer. 

Função Espermática

Em uma explicação simples, a função espermática se traduz na capacidade que os espermatozoides têm de vencer as barreiras impostas pelo aparelho reprodutor feminino até a fecundação do óvulo. 

Assim, durante a investigação do casal com suspeita de infertilidade, é primordial que a pessoa do sexo masculino também passe por exames, uma vez que o espermatozoide é essencial para a fecundação, sendo sua quantidade, motilidade e qualidade muito importantes para o sucesso das tentativas.

Entretanto, a infertilidade do aparelho reprodutor masculino envolve, também, outros aspectos de ordem sexual, como problemas de ereção e libido (vontade de executar o ato sexual), genéticos e de ejaculação( ejaculação precoce), defeitos de condução do espermatozóides, doenças diversas do sistema reprodutor, entre outros.

Por isso, o entendimento de que ambos os parceiros devem passar por uma investigação, a fim de que o diagnóstico seja mais preciso, é primordial para que a gestação seja alcançada. 

Autores: Dr. Edson Borges e Moacir Rafael Martins Radaelli

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