“Vacina contra Covid-19 não causa infertilidade”, afirma ginecologista

2 de fevereiro de 2022

De acordo com dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), a Covid-19 provocou mais de 5.694.569 mortes desde o início da pandemia em 2019. Como medida de contenção do vírus, estima-se que mais de 10,1 bilhões de doses da vacina já tenham sido aplicadas em todo o mundo. Entretanto, uma  dúvida para quem tem o desejo de ter filhos surgiu: a vacina influencia na fertilidade ou nos tratamentos de reprodução assistida?

A ginecologista e ex-presidente da Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Dra. Hitomi Miura Nakagawa, esclarece que a vacina contra a Covid-19 não causa infertilidade. “Porque são vírus mortos, ou parte deles, que compõem a vacina do coronavírus. Ou seja, as vacinas são semelhantes às outras que são utilizadas em gestantes já que a técnica para produzi-las é parecida”, comenta.

De acordo com a médica, o Sars-CoV-2, que é o vírus causador da Covid-19, não consegue penetrar nem no óvulo, nem no espermatozoide e muito menos no embrião, na sua fase inicial de evolução. “Isso acontece pelo fato de que essas estruturas não têm os mecanismos que permitem a penetração do vírus. Por isso, não se proíbe tentar engravidar em casa nesse momento de pandemia, por exemplo”, garante.

O estudo mais recente publicado pela revista Obstetrics & Gynecology, também apontou que a vacinação não afeta os tratamentos de fertilidade. A equipe do Hospital Mount Sinai, em Nova Iorque (EUA), comparou as taxas de fertilização, gravidez e aborto prematuro nos pacientes de fertilização in vitro que receberam duas doses das vacinas Pfizer ou Moderna. Os resultados foram iguais aos das mulheres não vacinadas.

A pesquisa também não encontrou diferenças significativas na resposta à estimulação ovárica, qualidade dos óvulos, desenvolvimento embrionário ou resultados da gravidez entre pacientes vacinadas e não vacinadas. Os pacientes-alvo do estudo receberam os tratamentos entre fevereiro e setembro de 2021.

Entretanto, a Dra Hitomi chama a atenção para as alterações causadas pela contaminação do vírus em si. “Os dados científicos demonstram que os homens que tiveram Covid-19 podem ter  graus variados de alterações no sêmen. Inclusive, foi registrada a ausência de espermatozoides se a doença que acometeu o paciente foi muito grave”, alerta.

No caso das mulheres que contraíram o coronavírus, a qualidade dos óvulos também pode ficar temporariamente comprometida e resultar em embriões de má qualidade. “E daí a recomendação de vacinar tentantes, ou seja, que têm o desejo de engravidar. A vacina pode reduzir esses riscos tanto para mulheres quanto para os homens”, conclui a ginecologista.

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