SBRA defende ampliação do tratamento de Endometriose

29 de setembro de 2018

Até 50% da população feminina pode ser infértil por causa da endometriose. Este foi o dado apresentado durante a audiência pública de iniciativa da Procuradoria Especial da Mulher do Senado Federal realizada nesta quinta-feira (27),  sobre o tema “Endometriose: diagnóstico, tratamento e intervenções que impactam a vida das portadoras”. Via internet, a população participou do debate e pode interagir com os convidados do evento, do qual participou a presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Hitomi Nakagawa.

A endometriose, que afeta cerca de 10 milhões de mulheres no mundo, é caracterizada por um distúrbio em que o tecido que normalmente reveste o útero cresce fora do útero.

O ponto principal defendido pelos convidados foi a ausência de políticas públicas para o tratamento e a falta de informação sobre o diagnóstico, que muitas vezes surpreende as mulheres já na fase avançada da doença e muitas vezes, comprometendo na realização do tratamento. A doença causa muita dor e pode levar à depressão, já que impede a mulher de exercer suas atividades diárias e pode dificultar também a possibilidade de ter um filho, por exemplo.

Para Hitomi Nakagawa, apesar de a infertilidade ser uma das consequências que prejudicam uma parcela significativa das mulheres com endometriose, pode haver exceções. “A mulher, mesmo com endometriose, em suas fases iniciais, tem chance de engravidar por métodos naturais . Dessa forma, a recomendação é tentar engravidar em fases mais precoces da vida reprodutiva. Caso não haja essa opção por motivos profissionais, econômicos ou outros, pode-se pensar em preservar óvulos”, explica.

As técnicas de reprodução assistida são recomendadas para casos como quando o quadro da paciente se agrava e ela necessita de cirurgias repetidas com risco de prejudicar mais ainda a função ovariana ou está no limite da sua fase reprodutiva e com poucos óvulos. “Os tratamentos precisam considerar sempre o desejo reprodutivo dessa mulher e se ela tem expectativas para formar uma família”, complementa.

Na audiência, Hitomi fez um balanço das ações da SBRA no apoio à conscientização sobre a endometriose, como a participação anual nas Endomarchas e outros projetos de informação de qualidade para a comunidade como a campanha “Gravidez em tempos de Zika” (2016), uma ampla campanha digital sobre idade e fertilidade (2017/2018) e, neste ano, o ineditismo do Movimento da Fertilidade, que esteve presente em 10 capitais brasileiras de junho a agosto abordando, entre outros temas, a endometriose e oncopreservação.

Participaram da audiência no Senado Federal Caroline Salazar, idealizadora do blog “A Endometriose e Eu”; Eduardo Ribeiro do Valle, médico especialista em Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva; Francisca Valda, Conselheira Nacional de Saúde e coordenadora Adjunta da Comissão Intersetorial de Saúde das Mulheres; Paula Lemos, coordenadora da Endomarcha em Brasília, e Mônica Neri, coordenadora-geral de Saúde das Mulheres do Ministério da Saúde.

Assista aqui a íntegra do debate.

https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoaudiencia?id=14367

Por Deborah de Salles

Conversa Coletivo de Comunicação Criativa

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