Saúde reprodutiva foi tema de palestra da SBRA em Juiz de Fora (MG)

12 de novembro de 2019

Orientações práticas sobre a saúde reprodutiva das mulheres. Esse foi o tema da palestra proferida pela presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Hitomi Nakagawa, durante evento em Juiz de Fora (MG). O objetivo da apresentação foi discutir evidências e aspectos práticos sobre a saúde reprodutiva e estimular gineco-obstetras a conscientizar suas pacientes sobre o tema e sobre a importância de adotar hábitos saudáveis de vida,  além de uma rotina de acompanhamento médico. O tema integra o Movimento da Fertilidade, campanha da Fertilidade em Foco iniciada em 2016 pela SBRA.

Em sua apresentação, Nakagawa destacou a relação existente entre o meio ambiente e a fertilidade. Segundo ela, pesticidas, metais pesados, disruptores endócrinos e poluentes ambientais podem afetar adversamente a fertilidade, a gestação, o feto e sua vida futura,  bem como as próximas gerações. “Já exist

em estudos que mostram que esses elementos podem influenciar na função ovariana, prejudicando a ação dos hormônios sexuais – como estrogênio e testosterona”, diz. “Profissionais de saúde têm uma janela de oportunidade ao aconselhar as pacientes antes da gestação para mitigar efeitos deletérios em prol de melhores resultados reprodutivos”, completa.

A médica também apontou outros fatores que contribuem ou prejudicam, direta ou indiretamente, o processo de fertilidade natural, entre eles: ingestão de bebidas alcoólicas, tabagismo e consumo de drogas recreativas. “Esses agentes podem interferir na qualidade da ovulação, atividade adequada das trompas e até levando a perdas gestacionais”, esclarece. 

Durante o evento, a presidente da SBRA ainda ressaltou  as principais indicações atuais para a realização de tratamentos de reprodução assistida, que há muito se expandiram em relação ao objetivo inicial de tratar casais inférteis. “É importante frisar que o congelamento de óvulos para preservar a capacidade reprodutiva com material gené

tico próprio não garante o sucesso de gravidez. As chances de sucesso são variáveis e dependem da resposta ovariana aos estimulantes da ovulação, que refletem a reserva de óvulos, e, a qualidade deles – diretamente relacionados à idade da mulher”, reforça.

Conscientização – As principais campanhas desenvolvidas pela SBRA com o intuito de orientar a sociedade sobre aspectos relacionados à fertilidade por meio de ações informativas e educativas com foco na saúde também foram detalhadas durante o evento.  “Em 2016, realizamos a campanha “Gravidez em Tempos de Zika”, por meio da qual levamos informações confiáveis sobre o problema e ressaltamos suas consequências para a reprodução humana, ações para alertar a sociedade sobre as causas e os tratamentos para infertilidade. No ano seguinte, por meio da campanha com o mote “Fertilidade. O tempo não para”, ressaltamos  a atenção que se deve ter à correlação da idade e fertilidade. No ano de 2018, em 10 cidades brasileiras, o Movimento da Fertilidade mobilizou a população, e levamos informações sobre a relação entre saúde reprodutiva e estilo de vida e, neste ano, o que ocorre com a capacidade reprodutiva ao longo da vida contribuindo para ampliar o debate entre profissionais da saúde, os que atuam na reprodução assistida e a comunidade”, afirma.

Por Fernanda Matos, Conversa – Estratégias de Comunicação Integrada 

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