Reprodução assistida minimiza riscos de transmissão do HIV para parceiro e bebê

7 de dezembro de 2018

As técnicas de reprodução assistida podem contribuir para que uma pessoa soropositiva tenha um bebê com risco minimizado de transmissão do HIV ao parceiro ou à criança. De acordo com a Sociedade Americana da Medicina Reprodutiva, 86% diagnosticadas com o vírus HIV estão em idade reprodutiva (15 a 44 anos) e ⅓ tem o desejo de uma gestação.

“Quando o casal não deseja correr risco de uma transmissão vertical, da mãe para o bebê, é possível a utilização de sêmen ou óvulo de doador. Porém, é possível, sim, ter filhos com material genético dos pais, utilizando métodos da reprodução assistida”, explica o ginecologista César Barbosa, médico creditado pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA). O tratamento deve ser acompanhado também por um infectologista.

Tratamentos  

  • Quando a mulher é portadora do vírus e o parceiro não

Os cuidados devem ser dobrados e pode ocorrer intercorrências durante a gestação. Nesse caso, o tratamento mais indicado é o processo de fecundação do óvulo pelo espermatozoide fora do corpo, em laboratório, chamado Fertilização in vitro (FIV). A mãe deve usar a terapia anti-retroviral durante a gestação e não pode amamentar. Seguindo essas indicações e com o acompanhamento próximo por parte do médico, o risco de transmissão para a criança cai de 20% para 2%.

  • Homens com HIV

Eles podem apresentar alterações no sêmen que dificultam ou impossibilitam uma gestação. “Existem técnicas de preparo do sêmen que aumentam a viabilidade e segurança de um tratamento de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV) ou a injeção de espermatozóide diretamente dentro do óvulo, em um procedimento feito em laboratório (ICSI). Nenhuma dessas duas técnicas tem relato de contaminação da parceira ou da criança”, esclarece César Barbosa.

  • Quando ambos possuem HIV

A proposta terapêutica é a mesma, a depender das particularidades de cada caso. “Vale lembrar que o vírus acomete as pessoas de forma diferente. Por isso, é crucial acompanhar de perto o casal, em conjunto com o infectologista e um especialista em reprodução humana, em busca de uma gestação segura”, conclui o médico.

Transmissão e prevenção

Como o HIV, vírus causador da Aids, está presente no sangue, sêmen, secreção vaginal e leite materno, a doença pode ser transmitida de várias formas:

  • Sexo (vaginal, anal ou oral) sem camisinha;
  • De mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação;
  • Uso da mesma seringa ou agulha contaminada por mais de uma pessoa;
  • Transfusão de sangue contaminado com o HIV;
  • Instrumentos que furam ou cortam, não esterilizados.

Para evitar a doença, basta usar camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar seringa, agulha e outro objeto cortante com outras pessoas. O preservativo está disponível na rede pública de saúde.

Por Conversa Coletivo de Comunicação Criativa

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