Novo estudo esclarece que vacina da Covid-19 não influencia na fertilização in vitro

9 de fevereiro de 2022

No final de janeiro, a revista médica Obstetrics & Gynecology divulgou um estudo sobre a relação entre as vacinas da Covid-19 do tipo mRNA com a fertilização in vitro (FIV). A publicação traz dados de segurança com relação ao uso da vacinação e as taxas de fertilidade.

De acordo com a médica especialista em reprodução humana e membro do conselho consultivo da Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Dra. Maria do Carmo Borges de Souza, o estudo é muito interessante e veio em uma boa hora dado o contexto de desinformação em relação à confiabilidade das vacinas. “O trabalho avaliou se a vacina  contendo mRNA está associada a desfechos em relação à qualidade dos ciclos de FIV ou se teria consequências sobre a gestação inicial, comparando pacientes vacinadas e não-vacinadas”, explica.

Vale destacar que as vacinas com mRNA não utilizam o vírus vivo causador da doença. Ou seja, não causam infecção pelo vírus. “Da mesma forma, elas não afetam ou interagem com o nosso DNA em qualquer nível, sendo impossível, portanto, alterar nossos próprios genes. Por fim, elas desencadeiam uma resposta imunológica que protege o organismo se ocorrer um contato com o vírus real. A pergunta do estudo seria se estas mesmas vacinas poderiam afetar a fertilidade das pacientes buscando a gestação”, afirmou a Dra.

Os autores da pesquisa compararam 222 pacientes vacinadas com 983 não-vacinadas, em ciclos de tratamento para fertilização in vitro entre fevereiro e setembro de 2021. “Não houve diferença entre o número de óvulos maduros obtidos, a formação dos embriões até a fase de blastocisto ou no índice de embriões considerados euploides, ou seja, com contagem dos cromossomos normal”, assegura a médica.

Os resultados também demonstraram que entre 214 pacientes vacinadas comparadas a 733 outras sem a vacinação, a transferência de um embrião único não causou qualquer prejuízo aos índices de gestação obtidos,  ao desenvolvimento inicial da gravidez e às gestações em curso.

Desta forma, esse estudo é mais um que traz dados de segurança do uso da vacinação contra a Covid-19 em relação à fertilidade, sem efeitos adversos na estimulação ou nas gestações iniciais das pacientes em ciclos de FIV. 

“Em tempos da variante ômicron, altamente transmissível, é importante contar com um instrumento prévio como a vacinação, substancialmente diminuindo ainda a possibilidade  de uma doença  grave que possa acometer a mulher no seu período de gestação e atingir igualmente o bebê”, conclui a Dra. Maria do Carmo.

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