Estudo aponta que medicamentos para diabetes estão ligados a defeitos congênitos genitais em meninos 

13 de maio de 2022

Uma recente pesquisa, publicada na revista científica Annals of Internal Medicine, revelou mais detalhes sobre a relação entre o uso de remédios para o diabetes tipo 2 e a reprodução humana. Segundo o estudo, homens que tomaram medicamentos como a metmorfina são mais propensos a terem filhos com defeitos congênitos genitais.

A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade do Sul da Dinamarca e da Universidade Stanford, nos Estados Unidos (EUA), neste ano. O estudo considerou mais de um milhão de nascimentos ocorridos na Dinamarca.

Para o ex-presidente e sócio benemérito da SBRA, Dr. Paulo Franco Taitson, estudos como este reforçam a importância de que, quando um casal enfrenta problemas para engravidar, ambos devem passar por uma avaliação. 

“Mais uma vez, fica evidente que a saúde masculina também é um fator a ser considerado quando o casal quer gerar filhos”, pontua Taitson. “Todos os fatores de risco devem ser avaliados em conjunto, não só de um ou do outro”, confirma. 

Segundo o especialista em reprodução humana, o estudo também revelou que recém-nascidos cujos pais tomaram metformina durante o desenvolvimento de espermatozoides tiveram uma frequência 40% maior de defeitos congênitos. “Entretanto, outro dado que chamou atenção é que isso só atingiu bebês do sexo masculino”, acrescenta. 

Ainda de acordo com o especialista, a frequência de outros tipos de defeitos congênitos, como urinários, cardíacos, cromossômicos, entre outros, não foi significativamente maior.

A pesquisa vem despertando o interesse da classe médica porque, no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, 9% dos brasileiros têm diabetes. Com isso, o país já conta com cerca de 15 milhões de adultos convivendo com a doença, que anualmente causa 6,7 milhões de mortes em todo o mundo. “A pesquisa valoriza muito a necessidade de investigar a saúde masculina continuamente”, garante o Dr. Taitson.

O especialista também destaca que a metformina é vendida normalmente no Brasil para diabéticos. “Os pacientes diabéticos são mais propensos, em relação à população em geral, a terem diminuição da libido, disfunção orgásmica e uma maior probabilidade de disfunção sexual”, completa.

 

 

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