Consumo regular de álcool reduz a possibilidade de uma gravidez saudável

26 de dezembro de 2017

O consumo regular de bebida alcoólica deve ser evitado por casais que desejam engravidar. Isso porque, mais do que duas taças de vinho ou latas de cerveja por dia pode afetar as chances de gravidez espontânea e de gestação por tratamentos de reprodução assistida. A indicação se estende para a mulher durante a gravidez e o período de amamentação.

De acordo com Giuliano Bedoschi, ginecologista e obstetra creditado pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, estudos demonstram que mulheres que consomem mais do que duas doses de bebida alcoólica por dia apresentam maiores taxas de infertilidade. “O risco de infertilidade aumenta aproximadamente 60% nesses casos. Por isso, a mulher que está pensando em engravidar deve evitar o consumo de bebidas alcoólicas por pelo menos três a seis meses antes da gestação ou do tratamento de reprodução assistida”, indica.

Na mulher, o álcool pode afetar a fertilidade de diferente maneiras:

1. Alterando os níveis dos hormônios responsáveis pela ovulação;

2. Alterando o ciclo menstrual;

3. Interferindo com o transporte do espermatozoide e/ou do óvulo pelas trompas uterinas.

No caso do homem, o consumo de álcool regular pode afetar a qualidade do esperma, levando a diminuição da quantidade e da mobilidade dos espermatozoides.

Durante a gestação

O especialista contraindica o consumo de qualquer quantidade de álcool durante a gravidez. “A bebida alcoólica apresenta efeitos adversos no desenvolvimento do bebe que resultem em anomalias físicas e comportamentais, conhecido como a síndrome alcoólica fetal. Além disso, o consumo de álcool na gravidez pode aumentar o risco de abortamento, parto prematuro, morte fetal, entre outras complicações”, reforça Giuliano.

A indicação do médico é que a mulher evite o consumo também durante o período de amamentação. “O álcool pode ser transferido ao leite da mulher e assim pode prejudicar o desenvolvimento neurológico e motor, sono e aprendizagem da criança”, conclui

Por Júlia Carneiro
Conversa Coletivo de Comunicação Criativa

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