Como prevenir a mortalidade materna?

28 de maio de 2018

A mortalidade materna é a morte de uma mulher durante a gravidez ou até 42 dias após o término da gravidez – independentemente do tempo de duração da gravidez. Em alusão ao Dia Nacional de Redução à Mortalidade Materna, em 28 de maio, o médico creditado pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, Luiz Augusto Batista, explica como prever riscos antes da gestação, os fatores de riscos e como as técnicas de reprodução assistida ajudam no tratamento da infertilidade.

Apesar do Brasil ter registrado queda nas taxas de mortalidade materna, de 143 casos por 100.000 nascidos vivos para 60 por 100.000 nascidos vivos, em 1990,  é fundamental que as futuras mães realizem regularmente as idas nas consultas ginecológicas e pré-natal. “O acompanhamento médico desde o início da gravidez e realização de pelo menos seis consultas ao longo do pré natal ajuda o médico e a paciente a identificar possíveis complicações”, aponta Luiz Augusto.

Entre as principais causas de morte materna estão a pressão alta, pré-eclâmpsia, a hemorragia pós parto, as infecções pós parto e complicações nos abortos.  A ocorrência de complicações é imprevisível. “Algumas situações já seriam consideradas de risco como tentativas de abortos, mulheres que engravidam pela primeira vez ou aquelas acima de 35 anos. Mulheres obesas ou que já tenham algum problema de saúde como pressão alta, diabetes, tireóide, problemas renais ou cardíacos podem ser um indicador da mortalidade materna”, explica o médico.

Mortalidade materna x reprodução assistida – As técnicas de reprodução assistida permitem que as pacientes com idade acima de 40 anos, acometidas por falência ovariana, consigam engravidar por meio dos programas de ovodoação. Luiz Augusto explica ainda que as taxas de gestação múltipla também recuaram partir da limitação de transferência de vários embriões  (no máximo 4 à depender da idade da mulher). O aperfeiçoamento das técnicas de congelamento, aumentou o número de gestações por ciclo de estimulação ovariana, por meio da transferência de embriões congelados em novas tentativas.


Por Deborah de Salles
Conversa Coletivo de Comunicação Criativa

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