Coito programado pode ser realizado com o auxílio de diferentes métodos

20 de julho de 2022

O coito programado é um dos métodos mais antigos da humanidade para ajudar a engravidar. Caracteriza-se por relação sexual planejada pelo casal durante o período féril da mulher. A taxa de sucesso pode variar de acordo com a idade dela, condições hormonais, saúde, atividade ovariana e também pela infertilidade.

Apesar de ser um método mais simples, é imprescindível que, antes de adotá-lo, tanto a mulher quanto o homem tenham realizado exames para certificação de normalidade do aparelho reprodutor.

Entre eles estão a histerossalpingografia, para avaliar cavidade uterina e permeabilidade das trompas, a ultrassonografia pélvica, o painel hormonal reprodutivo da mulher e o espermograma, a fim de verificar como está a quantidade e a mobilidade dos espermatozóides no homem.

De acordo com o Dr. Alvaro Pigatto Ceschin,  ginecologista obstetra e presidente da Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), os exames são realizados tão logo as tentativas de gravidez estejam sendo mal sucedidas. “Especialmente se o casal vem tentando, sem qualquer método contraceptivo, nos últimos 12 meses”, assegura. 

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil a infertilidade chega a afetar 20% dos casais em idade reprodutiva. Em todo o mundo, estima-se que entre 50 e 80 milhões de pessoas sofram com essa condição.

O Coito programado, embora um método mais simples entre todas as possibilidades, exige a observação de alguns aspectos, principalmente o período de ovulação – o que pode determinar quando a relação sexual resultará em maiores chances de gravidez. 

“Pacientes com ciclos regulares conseguem monitorar o período fértil até mesmo por aplicativos, que podem ajudar a estipular o momento ideal para o casal conseguir uma gestação”, explica Dr. Álvaro.

Ainda de acordo com o especialista, outro indício de que a relação sexual pode ser bem sucedida na busca por uma gravidez é a observação do muco vaginal que, durante o período fértil, fica límpido, transparente e fluido com o aspecto da clara do ovo. “O muco fica desta maneira entre 24h a 48h”, completa o médico.

Também é possível identificar o momento da ovulação por meio de um exame de urina, que aponta o pico de  hormônio luteinizante (LH), fenômeno que se manifesta na mulher 24 horas antes de ela ovular. “Trata-se de um teste simples, que pode ser feito alguns dias antes, a fim de se obter mais precisão da data”, frisa Álvaro.

Entre todos, contudo, o ginecologista aponta que a Ultrassonografia Pélvica Transvaginal Seriada é o que pode determinar com mais efetividade quando ocorrerá a ovulação. Durante o exame, avalia-se o desenvolvimento do folículo, estrutura que contém o óvulo no ovário. O folículo que mede em torno de 10mm no período menstrual chega a 20mm no período fértil, instante em que se rompe.

“Essa ruptura indica a saída do óvulo em direção às trompas. Outro indício de que isso está ocorrendo é a presença de líquido na região pélvica. Assim, é possível afirmar que a melhor fase para a gravidez acontecer será no período entre 24h e 48h da ruptura folicular e/ou ovulação”, explica.

O especialista frisa, contudo, que a utilização de cada uma dessas técnicas vai variar conforme o contexto em que o casal está inserido. “Todos eles podem ser utilizados para o Coito programado, mas o mais importante é o método determinar o período mais propenso para a fertilização”, pontua Álvaro.

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