CBRA 2020 discutirá novas tecnologias em reprodução assistida neste sábado (3)

1 de outubro de 2020

“Novas tecnologias em reprodução assistida” será um dos temas abordados ao longo da programação do Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida (CBRA 2020) neste sábado (3). Coordenada pelo ex-presidente da SBRA Eduardo Pandolfi, a mesa-redonda terá apresentações sobre inteligência artificial, congelamento de tecido ovariano, ativação folicular e diagnóstico genético pré-implantacional não invasivo (NICS), e acontecerá das 16h30 às 18 horas, na Sala 1. 

Foram convidados para os debates, a fundadora da IVF Professionals e diretora de gerenciamento de embriologia para TMRW (o primeiro sistema automatizado de crioarmazenamento para FIV) no Reino Unido, Cristina Hickman; o professor de Obstetrícia e Ginecologia e Ciências Reprodutivas na Escola de Medicina da Universidade de Yale, Kutluk Oktay; além do ginecologista e primeiro presidente da SBRA, José Gonçalves Franco Júnior. “Tenho certeza de que as discussões serão de fundamental importância para todos os profissionais da área de reprodução e que, em uma perspectiva quase que imediata, eles poderão agregar essas tecnologias em seus processos de trabalho”, afirma Pandolfi. 

Diagnóstico genético pré-implantacional não invasivo (NICS) – Na ocasião, Franco Júnior fará uma apresentação sobre o NICS, técnica que diminui os riscos de danos ao embrião no momento da coleta de material para análise de seu DNA. Graças à tecnologia, é possível detectar anormalidades cromossômicas que podem levar, dentre outras indicações, a falhas de implantação embrionária, perdas gestacionais e anomalias graves em bebês nascidos. 

“Menos invasivo do que o PGT-A (diagnóstico genético pré-implantacional) com biópsia dos embriões e com resultados promissores até o momento, o NICS enfrenta desafios, mas caminha para se tornar a metodologia preferencial na seleção de embriões. A nova tecnologia analisa o DNA do embrião a partir do meio de cultivo em que ele é desenvolvido, sem necessidade de retirar células, diminuindo os riscos de danos e de perda embrionária”, ressalta Júnior. 

De acordo com o presidente do CBRA, Roberto Antunes, o diagnóstico genético não invasivo é uma das mais importantes novidades desta edição do Congresso. “Trata-se de uma técnica que ainda está sendo muito discutida no universo médico e, aqui no Brasil, nós temos a honra de ter o doutor Franco Júnior como um dos precursores dessa inovação”, diz. 

Estudo brasileiro – Um estudo brasileiro recentemente publicado no Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida (JBRA Assisted Reproduction), produzido em parceria com grandes centros de reprodução do país, buscou avaliar a presença de alterações cromossômicas no embrião de acordo com a idade de cada paciente a partir da técnica de diagnóstico pré-implantacional não invasivo, o grande diferencial dessa tecnologia. 

Foram analisados 94 casais, que receberam orientação para realizar o procedimento devido à idade materna mais avançada, fatores masculinos, repetidas falhas de implantação, abortos recorrentes ou apenas porque solicitaram o exame. “Os resultados são promissores, tornando o NICS, de imediato, potencialmente capaz de reduzir os resultados falsos positivos do diagnóstico genético pré-implantacional, além de evitar possíveis perdas embrionárias pelo ato da biópsia”, avalia Franco Júnior. 

O estudo analisou dados preliminares com 50 embriões doados para pesquisa que possuíam diagnóstico prévio anormal por PGT-A, os quais evidenciaram que, após cultura dos blastocistos e obtenção do DNA livre do meio de cultivo, houve um total de 7,6% de resultados falsos positivos e 10% de resultados falsos negativos quando comparados com o DNA do embrião total (padrão ouro). Por outro lado, quando se compararam os resultados prévios obtidos pelo PGT-A invasivo versus a análise final do DNA do embrião total (padrão ouro), a incidência de falsos positivos foi 24% menor (dados preliminares), sugerindo que o estudo do meio de cultivo (NICS) seria mais fidedigno da totalidade do embrião. “Acreditamos que o NICS é uma evolução na análise genética dos embriões”, finaliza o médico. 

A análise genética não invasiva foi realizada no Centro Paulista de Diagnóstico e Pesquisa, de Ribeirão Preto. O estudo clínico foi obtido com os resultados dos seguintes centros: Genesis, Embryolife, Núcleo Santista de Reprodução Humana, Fellicitá, Fertility, Ferticlin, Projeto Alpha, Cenafert, Materbaby, CRH Prof. Franco Junior e Escola de Medicina da FAMERP, de São José do Rio Preto. 

“Na situação inusitada que vivemos e com a construção da grande rede de profissionais que representa a SBRA, não poderíamos deixar passar em branco as evoluções que estão acontecendo e a troca de experiências fundamentais para quem trabalha na área. Sem dúvida, já estamos em contagem regressiva para nos abraçarmos após vencer essa etapa das nossas vidas, no XXV CBRA, que ocorrerá no Rio de Janeiro, em 2021”, ressalta a presidente da SBRA, Hitomi Nakagawa.

Confira outros destaques da programação deste sábado (3) clicando aqui.

Serviço: XXIV Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida

Data: 1º a 3/10/2020

Link para acesso às aulas ao vivo: congressovirtualcbra2020.com.br/

Programação completa: clique aqui 

Por Fernanda Matos – Conversa | Estratégias de Comunicação Integrada

 

 

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