Reportagem especial – PORTAL UOL

14 de setembro de 2020

O portal de notícias UOL produziu uma grande reportagem sobre gravidez tardia onde contou com a colaboração de diversos especialistas em reprodução assistida, incluindo fontes da SBRA, como a presidente da SBRA, Hitomi Nakagawa, e a psicóloga da clínica Pro-Ser e da SBRA, Lia Dornelles.

A matéria mostra que muitas vezes, a incapacidade de gestar um bebê naturalmente tem a ver com a escolha dos pais de começar uma família quando já são mais velhos —com o passar dos anos, a qualidade do esperma e dos óvulos diminui, dificultando uma fecundação natural. Dados do Sistema de Informações Sobre Nascidos Vivos do Ministério da Saúde mostram que ter filhos após os 35 anos já é uma tendência: na última década, o número de mulheres que engravidou após os 35 anos cresceu 84% no Brasil e partos de mulheres acima dos 40 anos já representam entre 2 a 5% do total do país.

Segundo a reportagem, quando falamos em gravidez tardia, o mais comum é focar todas as atenções nas mulheres. Isso porque elas já nascem com uma quantidade delimitada de óvulos (que são produzidos só uma vez na vida, ainda na barriga da mãe, por volta da sexta semana de gestação). E o próprio processo de reprodução se encarrega de descartar milhares deles ao longo dos anos: em média, uma mulher libera um óvulo por mês para ser fecundado enquanto outros mil são descartados pelo organismo, sem serem repostos. Mas essa discussão vem se ampliando e, hoje, já é consenso que o envelhecimento dos espermatozoides também prejudica a fertilidade do casal.

Para mulheres acima de 35 anos, que “correm contra o relógio biológico” para engravidar, os especialistas consideram seis meses como o tempo máximo para tentativas naturais. De acordo com a SBRA, atualmente, a média de idade das mulheres que buscam ajuda para engravidar gira em torno de 37 anos. Depois de investigação do casal por meio de exames, os médicos podem recomendar alguma técnica de reprodução assistida.

O texto aborda os principais tratamentos disponíveis, entre eles: coito programado, inseminação uterina e FIV (Fertilização in vitro).

Congelamento – Sobre congelamento, o texto ressalta que essa vem sendo uma opção cada vez mais procurada por mulheres que querem ser mães em algum momento da vida, mas não agora, já que o processo aumenta as chances da gestação se tornar realidade mais para frente —e com menos riscos. Isso porque a técnica permite que as chances de engravidar sejam as mesmas da idade que a mulher tinha quando optou pelo método.

De acordo com Hitomi Nakagawa, presidente da SBRA, as duas principais causas para a mulher postergar a gravidez hoje são a busca por estabilidade profissional e ausência de parceiro fixo. No entanto, a maioria ainda acha que é só passar por um tratamento de fertilização que isso se resolve, e não é bem assim. Nakagawa também informa que o SUS possui bancos de congelamento, porém, o sistema hoje se encontra bastante fragmentado pelo país. “A saúde pública não dá prioridade para a questão da fertilidade, infelizmente”, avalia.

Maturidade emocional – Segundo a reportagem, uma das vantagens de ser mãe mais tarde seria a tal da maturidade emocional —aquele estado de plenitude adquirido com o tempo após passarmos por inúmeras situações. Mas isso nem sempre acontece assim. Outro sentimento comum é o medo: como muitas engravidam com a ajuda de algum tipo de tratamento, é normal que se sintam apreensivas sobre o futuro da gestação, se o feto vai vingar ou não e se fisicamente ainda estão aptas a gerar essa vida.

Segundo Lia Dornelles, psicóloga da clínica Pro-Ser e da SBRA, há uma expectativa muito grande em relação ao bebê, que vira quase um ‘cristal’ e, se algo dá errado, elas se questionam do por quê terem esperado tanto para engravidar.

Confira a reportagem completa clicando aqui.

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