Imprensa nacional aborda crescimento da procura por reprodução assistida nesta pandemia

11 de março de 2021

A indefinição sobre quando a pandemia de Covid-19 vai acabar e o consequente medo de não poder mais engravidar fizeram com que mulheres e casais que desejam ter filhos, mas enfrentam dificuldades, decidissem retomar ou iniciar tratamentos de reprodução assistida durante o último trimestre de 2020 e início de 2021. 

Ainda no início da pandemia , a orientação da SBRA e da Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA foi para que os profissionais de reprodução assistida suspendessem novos procedimentos, o que  mexeu com os planos de muitas pessoas. As exceções foram para os casos oncológicos e outros em que o adiamento do tratamento pudesse causar maior dano ao paciente ou até infertilidade irreversível, seja por idade ou comprometimento da reserva ovariana.

“Agora, grande parte das clínicas do Brasil já retornou às atividades habituais, obedecendo aos rígidos protocolos de segurança que foram adotados para reduzir os riscos de contaminação pelo novo coronavírus e oferecer ainda mais proteção para os pacientes e toda a equipe que trabalha nos centros de reprodução humana. Isso possibilitou mais segurança às pacientes que começaram a procurar as clínicas  ainda no final de 2020”, explica a presidente da SBRA, Hitomi Nakagawa. 

De acordo com Nakagawa, apesar das clínicas do setor no país terem contabilizado uma redução significativa dos serviços no início da pandemia devido às recomendações iniciais de suspensão dos tratamentos, a realidade mudou nos meses seguintes. “Tivemos muita demanda reprimida de casos no último trimestre de 2020, mas mesmo assim acredita-se que ficaremos abaixo dos ciclos de 2019, talvez em torno de 20-30% a menos”, explica.

Folha de São Paulo – Segundo reportagem publicada no jornal Folha de São Paulo, depois da pandemia muitas mulheres buscaram clínicas de reprodução assistida para preservar os óvulos e, assim, poder planejar uma gestação no futuro. A procura surpreendeu inclusive os profissionais da área, que relataram alta de até 50% no número de procedimentos.

Na reportagem, o diretor da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, Edson Borges Júnior, afirma que a sensação de “fim do mundo” trazida pela pandemia é o principal motivo da busca pelo congelamento de óvulos. “Ver um vírus matar tanta gente obrigou as pessoas a pensarem o que querem fazer da vida. Para as mulheres, isso também passou pela decisão de querer engravidar ou não. As pessoas não querem mais deixar para trás alguns assuntos”, avalia.

Sabe-se que o desafio de preservar a fertilidade é ainda maior a partir dos 35 anos da mulher. A partir dessa idade, aumentam as chances de infertilidade devido à baixa qualidade dos óvulos, que se agrava com o passar do tempo.  Dessa forma, o congelamento de óvulos tem sido uma alternativa às mulheres que desejam postergar a maternidade ou àquelas que necessitam cuidar da saúde em decorrência de doenças como câncer e por meio de tratamentos como radio e quimioterapia. Entre os principais motivos de adiar a gestação estão o aumento das mulheres no mercado de trabalho, o desejo de estabilidade profissional e financeira, novos relacionamentos e a ausência do parceiro ideal. 

Leia a matéria completa da Folha de São Paulo: Busca por congelamento de óvulos dispara durante a pandemia

TV Justiça – A jornada de famílias que buscam ajuda da ciência para ter filhos também foi tema de documentário produzido pelo programa Repórter Justiça, da TV Justiça. 

O especial abordou os motivos para o aumento da procura pelos tratamentos, o acesso da população aos serviços e as legislações brasileiras que tratam sobre o tema ouvindo especialistas da área de reprodução assistida, como a presidente da SBRA, Hitomi Nakagawa, e o coordenador do setor de reprodução humana da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), Rui Ferriani. 

A matéria ressalta que o planejamento familiar faz parte das ações de atenção à saúde da população do Sistema Único de Saúde (SUS), mas não existe verba específica para cada estado. De acordo com a reportagem, a rede pública representa menos de 8% dos procedimentos de reprodução assistida disponíveis no país. 

São nove unidades de saúde que fornecem os serviços sem custo, sendo três no estado de São Paulo, dois em Porto Alegre, um em Natal, um em Belo Horizonte, um em Recife e um em Brasília. A região Norte não é contemplada com nenhum hospital. “Nós temos uma lei de 1996, que trata sobre o planejamento familiar e prevê que cabe ao estado fazer todas as formas de concepção e anticoncepção. Mas o estado só oferece hoje os serviços de anticoncepção. Isso constitui uma grande injustiça social”, afirma Ferriani. 

Dados divulgados na reportagem mostram que oitenta e três mil bebês foram concebidos por técnicas de reprodução assistida, como inseminação artificial e fertilização in vitro, nos últimos 25 anos no Brasil. O número colocou o país no topo do ranking latino-americano dos que mais fazem esses procedimentos. 

O especial contou com a participação dos médicos Raul Nakano, Rosaly Rully Costa e Natalia Cossetin. 

Clique AQUI para ver o episódio completo. 

 

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