Folha de São Paulo

16 de julho de 2020

O portal da Folha de São Paulo produziu uma matéria especial sobre as adaptações que clínicas adotaram para que famílias pudessem manter seu projeto de engravidar durante a pandemia de Covid-19. A história que ilustra as mudanças é a de um casal que preferiu não ser identificado, que passou por seis tentativas de fertilização in vitro em três países diferentes, ao longo de quatro anos. A sétima tentativa foi adiada por causa da pandemia do novo coronavírus.

As chances de uma mulher produzir óvulos diminuem conforme o avanço da idade. Por isso, a crise sanitária atual trouxe ainda mais angústia e dúvidas. Seguir em frente com o plano de engravidar apesar das limitações e dos riscos da pandemia ou aguardar ainda mais e correr os riscos ligados à infertilidade?

A presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Hitomi Nakagawa, colaborou com a produção da reportagem fornecendo informações e orientações relacionadas ao tema. Segundo ela, as pacientes mais maduras têm se mostrado ansiosas por causa da pandemia e da possibilidade de terem que adiar a transferência do embrião. Ela afirma que optou por deixar de atender presencialmente durante a pandemia e que tem realizado teleatendimentos com suas pacientes para tentar “mitigar os efeitos psicológicos negativos” causados pela insegurança e acolher presencialmente apenas os casos que necessitam de procedimentos.

Na reportagem, Nakagawa ressaltou que devem ser medidos os benefícios e riscos de dar continuidade ao processo de acordo com o momento epidemiológico do local em que a paciente se encontra. “O tratamento de reprodução assistida, devido à necessidade de estimulação ovariana, acaba levando as mulheres às clínicas entre três e cinco vezes por ciclo. Elas saem de casa e se expõem. Por isso, só se recomenda atender mulheres com casos mais delicados, incluindo aquelas que têm endometriose grave, por exemplo”, diz.

Também contribuiu com a produção do material o ginecologista creditado em reprodução assistida e membro da SBRA Eduardo Leme Alves da Motta. O médico disse que os casos de menor complexidade estão sendo adiados por meio de acordos entre os profissionais e as clínicas, assim como foi com Isabela (nome fictício).

Seguindo a recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) sobre procedimentos de reprodução assistida durante a pandemia, a clínica mantém os tratamentos de mulheres com câncer ou em casos nos quais o adiamento tornaria a gravidez inviável. “Algumas populações devem ser tratadas com atenção especial, como aquelas com idade igual ou superior a 38 anos, as que sabidamente têm reserva ovariana baixa ou as que tenham doenças crônicas”, diz Motta.

O texto também abordou um estudo publicado na revista científica JAMA (Journal of the American Association), no início de maio, onde cientistas relatam que encontraram carga viral do SARS-CoV-2 no sêmen de homens infectados em Wuhan, na China. A matéria destaca que o estudo não conclui se a infecção pelo SARS-CoV-2 pode ou não tornar homens inférteis, mas alguns dos pacientes relataram dores e inchaço nos testículos, sintomas comuns em doenças como a caxumba, por exemplo, que podem deixar 50% dos homens afetados inférteis.

Desde o início do isolamento social, a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Rede Latinoamericana de Reprodução Assistida – REDLARA têm emitido notas conjuntas sobre as evidências científicas e recomendações relacionadas aos tratamentos de reprodução assistida durante a pandemia, em conformidade com instituições como as associações científicas americana e européia, a OMS e a Anvisa. O mais recente desses posicionamentos inclui também sociedades de Reprodução Assistida da América Latina. Acesse o documento clicando aqui.

Leia a reportagem completa da Folha de São Paulo clicando aqui.

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